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A floresta como diferencial competitivo 

As florestas da Klabin abrangem uma área de 911 mil hectares, sendo 41% conservadas. A Companhia possui 413 mil hectares de áreas produtivas com florestas plantadas. Desse total, 58% são compostas de pínus e o restante de eucalipto. Essa base de ativos única, majoritariamente constituída de pínus, permite o acesso à fibra longa, importante para a fabricação de produtos mais resistentes. Sua localização privilegiada, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano e temperaturas amenas, espécies florestais bem adaptadas à região e a excelência no manejo florestal permitem alcançar alta produtividade e custo competitivo. 

 Ano de consolidação para a Florestal  

O ano de 2025 consolidou a integração entre a Klabin e os recursos incorporados com o Projeto Caetê, que envolveu a compra de 150 mil hectares de terras da Arauco, predominantemente no Paraná. A Companhia atuou na incorporação dos equipamentos à rotina e na integração de processos, pessoas e fornecedores, reposicionando-os dentro do plano de trabalho para os próximos anos.  

Em termos produtivos, o ramp-up das máquinas de papel MP28 e MP27, na Unidade Ortigueira (PR), estabelece patamar de produção com novo perfil de consumo e mix de produtos. Isso exigiu da área Florestal a revisão dos processos de abastecimento de madeira em toda a cadeia de produção e de logística para permitir o fornecimento e a melhoria dos padrões de qualidade da madeira. Foi um trabalho profundo e multidisciplinar, envolvendo as áreas de Planejamento, Qualidade, Produção, Projetos e Controladorias da Florestal e fábricas (leia a seguir em "Integração entre equipes e redefinição de parâmetros"). A busca pela melhoria contínua também tem contado com a expertise do Centro de Tecnologia Klabin (CTK), que deu continuidade a projetos para reforçar a interface entre a Florestal e as fábricas. 

O período ainda foi marcado pela busca de tecnologias para auxiliar a otimização da produção florestal e o fortalecimento da segurança dos colaboradores (leia a seguir em “INTEGRA +” e “Plano Mestre de Segurança”).

Nessa jornada, o Plano Diretor da Florestal, instituído em 2024, foi essencial para guiar as atividades. As principais iniciativas do ano estão listadas a seguir. 

INTEGRA +

O projeto busca tornar a Silvicultura cada vez mais eficiente, segura e competitiva, por meio de investimentos na adoção de novas tecnologias, na capacitação de pessoas, na integração de equipes e na construção de novos processos.  

Klabin - Florestal | tooltip Integra+

Iniciativa voltada à modernização de processos, sistemas e capacitação de pessoas na Klabin a partir de virada tecnológica.

Glossário

Uma das frentes estratégicas do INTEGRA+ é a mecanização da Silvicultura, atividade fortemente impactada pela redução constante de disponibilidade de mão de obra rural. Com a evolução da tecnologia e dos maquinários, estima-se que mais da metade do manejo da Silvicultura da Klabin seja realizado de modo mecanizado ao final de 2026.

Destaca-se também o uso de drones na aplicação de herbicidas, fertilizantes e na coleta de imagens aéreas para diversos fins já  incorporados ao processo operacional. 

A adoção dessas tecnologias resultou em ganhos relevantes: o plantio tornou-se mais ágil e qualificado, houve redução de custos e melhoria no índice de sobrevivência das mudas.

Plano Mestre de Segurança

Em 2025, foi elaborado um abrangente plano de trabalho com mais de 900 ações a serem executadas de 2025 a 2027. Para isso, a Klabin fez uma análise profunda de todas as suas atividades e riscos, classificando-as em três núcleos operacionais: Segurança Viária, Segurança de Silvicultura e Operações Florestais. Cada uma delas apresenta um universo próprio de desafios, exigindo o desenvolvimento e a implementação de soluções diversas. 

Entre os desafios mapeados estão o controle ativo das operações viárias (envolvendo mais de 4.000 veículos alocados diariamente nas operações, sendo eles caminhões, ônibus e veículos leves), incluindo o controle de desvios de velocidade, jornada, rotas etc.  Um trabalho amplo, a partir de uma nova central de segurança com funcionamento 24 horas, irá apoiar, monitorar, fiscalizar e, especialmente, educar os quase 8.000 condutores que trabalham diariamente nas operações.  

Para reduzir esses riscos, a Klabin realizou as seguintes atividades:

Klabin - Florestal | bullets Plano mestre

Além dessas iniciativas, a Klabin realiza semestralmente exames para detectar o possível uso de drogas por parte de seus motoristas próprios e terceiros.

Na área operacional da Florestal, um aliado da segurança é o Superar, metodologia voltada à melhoria contínua. O modelo adotado na fábrica foi reformulado para atender à realidade Florestal e instituído em áreas piloto em 2024. Em 2025, ele foi ampliado para 13 módulos, de um total de 40. O Superar incentiva os colaboradores a adotarem a gestão autônoma, reforçando o cuidado com os equipamentos e o fortalecimento de padrões de qualidade e de segurança. 

 Integração entre equipes e redefinição de parâmetros 

A integração entre os times da Florestal, das fábricas e de áreas de apoio, como a de Pesquisa e Desenvolvimento e a de Melhoria Contínua, é fundamental para fornecer madeira com as especificações adequadas à produção e na quantidade necessária. Em 2025, esses profissionais estabeleceram agendas conjuntas para discutir soluções para os desafios enfrentados. 

Outro bom exemplo de atuação multidisciplinar foi a redefinição de parâmetros de abastecimento, como o tempo que a madeira pode ficar em campo antes de ser transportada para a fábrica e o mix de espécies que deve ser levado para a produção. Essa revisão, que impacta diretamente a produção de papel e celulose, evidenciou a oportunidade de atualizar a matriz de transportes da Florestal, dando início ao desenvolvimento de um novo modelo.   

Estradas florestais 

As estradas utilizadas para o processo de colheita e no transporte de madeira e replantio são preparadas pela Klabin. Para isso, a Companhia realiza a mineração de alguns materiais, como cascalho, saibro ou rocha, que são utilizados para revestimento e manutenção dos leitos dessas estradas.

Em 2025, a Klabin utilizou 508.323 m³ de cascalho para a manutenção, o cascalhamento e a regularização de estradas. A Companhia também disponibilizou cascalho para prefeituras usarem em vias dos municípios. A origem da operação de extração foi de 86,4% própria e 13,6% de terceiros. 

Floresta de pínus em Santa Catarina

Monetização de áreas

Com o Projeto Caetê, a Companhia passou a contar com 60 mil hectares de terras produtivas excedentes para monetização. Em 2025, com o avanço da estratégia de monetização dessas áreas, a Klabin recebeu aportes de R$ 2,7 bilhões a partir de parcerias com TIMOs (Timber Investment Management Organization).

 

Para a realização desse projeto de monetização de ativos, a empresa formou uma equipe multidisciplinar, com profissionais da área Financeira, Comercial, de Planejamento e Gestão de Florestas. O time possui agenda estruturada e dedicada para avaliação de terras e mercados potenciais. A partir disso, é possível construir processos competitivos individuais com amplitude para vários setores da economia, abrindo oportunidades de negociação.

 

Em 2025, em decorrência desse projeto, foram realizadas vendas de terras nos terceiro e quarto trimestres. Essa estratégia fortalece o caixa da empresa sem impacto na produção de matéria-prima e seguirá pelos próximos anos. 

Klabin - Florestal | revelar Monetização de áreas

Monetização de áreas

Com o Projeto Caetê, em 2025, a Companhia recebeu aportes de R$ 2,7 bilhões a partir de parcerias com TIMOs (Timber Investment Management Organization), passando a contar com 60 mil hectares de terras produtivas excedentes para monetização.

 

Para a realização desse projeto de monetização de ativos, a empresa formou uma equipe multidisciplinar, com profissionais da área Comercial, de Planejamento e Gestão de Florestas. O time possui agenda estruturada e dedicada para avaliação de terras e mercados potenciais. A partir disso, é possível construir processos competitivos individuais com amplitude para vários setores da economia, abrindo oportunidades de negociação. 

 

Em 2025, a partir desse projeto, foram concretizadas vendas de áreas nos terceiro e quarto trimestres. Essa estratégia fortalece o caixa da empresa sem impacto na produção de matéria-prima e seguirá pelos próximos anos.

Floresta de pínus em Santa Catarina

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