Resultados
Flexibilidade que permite construir bons resultados
O ano de 2025 foi mais um momento para colher o retorno dos projetos implementados anteriormente. Mesmo frente a um cenário de alta taxa de juros, incertezas tarifárias, volatilidade de mercado e pressão inflacionária em diversas economias, a Klabin entregou resultados significativos e seguiu a trajetória anunciada a seus investidores. Mais uma vez, a Companhia mostrou que a flexibilidade de seu portfólio é um dos fatores que contribui para a sua estabilidade.
São destaques do período:
* Dividendos distribuídos ao longo do ano, antes do balanço final, com base em lucros apurados em períodos intermediários
A atuação para a gestão do endividamento e redução de custos também foi marcante no ano:
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Iniciativas de liability management¹ reforçaram a qualidade da estrutura de capital e ampliaram a flexibilidade financeira da Companhia. Isso permitiu tanto a redução do custo médio da dívida em dólar quanto a manutenção do perfil alongado de endividamento. Com isso, o custo médio da dívida em dólar passou de 5,7% ao ano em 2024 para 5,2% ao ano em 2025.
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Alongamento do perfil de vencimento da dívida, com o prazo médio atingindo 85 meses ao final de 2025 e considerável redução nas torres de amortização dos próximos três anos, contribuindo para reduzir riscos de refinanciamento e para dar maior previsibilidade financeira.
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Renovação de linha de crédito rotativo (RCF), no montante de US$ 500 milhões, com vencimento em outubro de 2030, reforçando a reserva com liquidez.
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Implementação de diversas iniciativas voltadas à redução de custos majoritariamente fixos, com destaque para a diminuição de despesas com pessoal e serviços.
A trajetória de desalavancagem contribui para uma posição financeira mais sólida, permitindo que a Companhia atravesse o ambiente de juros elevados com menor risco e maior flexibilidade para decisões futuras. Para 2026, a expectativa é manter uma postura prudente e disciplinada, apoiada na solidez do modelo de negócios e na flexibilidade operacional construída nos últimos anos.
Celulose
O Negócio Celulose registrou acréscimo no volume total de toneladas vendidas, superando a quantia orçada para o ano. A celulose fluff foi o grande destaque. A Companhia conquistou a melhor marca de vendas desse produto desde o start-up da Unidade Ortigueira (PR), com preço médio melhor do que o praticado em 2024, mesmo diante da queda do dólar. Parte desse aumento pode ser atribuído às oportunidades encontradas pela Klabin para exportar celulose para a China, que era abastecida pelos EUA e teve dificuldades para manter as vendas após imposição de tarifas para o país asiático.
O primeiro trimestre de 2026 mostrou uma leve recuperação dos preços de celulose e a expectativa é que esse movimento continue ao longo do ano.
Atenta a uma possível ampliação de oferta de celulose no mercado, ocasionada pela instalação de novos projetos na América do Sul nos próximos anos, a Klabin segue fortalecendo o relacionamento com seus clientes, destacando a qualidade do serviço prestado e do produto entregue.
R$ 2.382 milhões
foi a receita da venda de celulose de fibra longa e fluff, valor 5% maior que em 2024.
1,544 milhão
de toneladas de celulose comercializadas em 2025, superando em 6% a quantia alcançada em 2024.
Embalagens
R$ 6 bilhões
foi a receita líquida do segmento de papelão ondulado, valor 14% maior que o registrado em 2024
R$ 1,4 bilhão
foi a receita no segmento de sacos industriais, crescimento de 10% em relação a 2024
Papéis
As incertezas internacionais e as tensões geopolíticas desafiaram a Klabin no mercado externo em 2025 no segmento de papéis-cartão. Já no mercado interno, o ano foi marcado pela queda de consumo de alguns produtos. Mesmo diante de uma redução de 2% no volume de vendas de papel-cartão em relação a 2024, a receita líquida do negócio cresceu 2%. Já em containerboard, a busca por papéis de fibra virgem permitiu um aumento de 11% nas vendas em relação a 2024 e crescimento de 18% na receita líquida.
R$ 2,3 bilhões
foi a receita líquida de containerboard em 2025, valor 18% maior que o registrado em 2024
R$ 4,6 bilhões
foi a receita líquida de papel-cartão no período
Um dos destaques do ano foi a qualificação da MP28 para a produção de papel-cartão Liquid Packaging Board (LPB), utilizado em caixas de leite e sucos. Além de ser um produto que exige alta tecnologia, ele demandará da Companhia a fabricação em grandes volumes. O LPB já está sendo exportado para alguns clientes e agora passa por processo de testes finais na TetraPak, empresa que é referência nesse tipo de embalagens e importante cliente na carteira da Klabin.
O papel-cartão branco, uma das apostas da Companhia, também passou por testes em 98 brand owners e já está sendo solicitado por alguns clientes.
Com a redução de consumo de papel-cartão, a produção da máquina MP28 foi direcionada para o kraftliner. Conforme previsão, a MP28 atingiu 40% de sua capacidade da produção de papel-cartão e a expectativa para 2026 é que esse índice suba para 47%, considerando a jornada de evolução do equipamento e a curva de aprendizado para os próximos cinco anos.
A MP27 também registrou uma evolução importante em produtividade e disponibilidade. A máquina apresentou performance acima da velocidade de seu projeto, mantendo a qualidade de produção.
A expectativa para 2026 é que o negócio recupere volumes para algumas categorias de produto e encontre mais oportunidades para crescer no mercado de papel-cartão branco.
Foco no desempenho industrial e nos custos
Em 2025, a Klabin avançou na melhoria contínua de processos e conquistou ganhos em produtividade em algumas fábricas. No Paraná, por exemplo, a Unidade Ortigueira enfrentou instabilidades no primeiro trimestre, mas, após um trabalho focado em melhorias técnicas e de gestão, recuperou a estabilidade, reduzindo boa parte das perdas. Já em Santa Catarina, a substituição da caixa de entrada da Máquina de Papel 13, somada a programas de continuidade operacional, auxiliou a manter a estabilidade da Unidade Otacílio Costa.
Outro destaque foi o esforço para manter os custos fixos da Companhia dentro do orçamento previsto. Nessa frente, a gestão dos estoques da cadeia, especialmente de madeira, foi fundamental. Com um trabalho integrado entre as áreas (leia mais em Florestal), novos parâmetros foram definidos, contribuindo para uma administração mais eficiente dos estoques.
Em 2025, 100% das unidades industriais passaram a ser certificadas pela ISO 14.001, norma internacional para o Sistemas de Gestão Ambiental (SGA). Ela traz padronizações para a operação, estabelece indicadores de desempenho, auditorias e treinamentos que se refletem em ganhos em produtividade, no uso de recursos e em aspectos ambientais, como redução de geração de resíduos e de emissões.